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Breve Historial de Moscavide

O topónimo parece ter origem no termo árabe «maskba», ou seja sementeira. Alguns veteranos da localidade mencionam que o lugar se designava inicialmente por Boscavide.

Ficando distanciada a 11 Km da sede do Concelho (Loures), Moscavide confina com a Freguesia da Portela e de Sacavém a norte, com o Concelho de Lisboa a sul e poente, e com o rio Tejo a nascente.

A vila de Moscavide deixou de fazer parte da freguesia dos Olivais-Extra em 1928, mais precisamente a 23 de Março, quando passou a freguesia pelo decreto n.º 15222. (1ª Acta da constituição do primeiro executivo da junta de freguesia 15 de Abril de 1929).

A delimitação da freguesia foi resolvida em 13 de Maio de 1928 na sala de sessões da Junta de Freguesia de Sacavém, cujos membros eram os cidadãos Francisco Lourenço, Filipe Almeida Veiga e António Marques Antunes.

A Junta de Freguesia de Moscavide era constituída pelos cidadãos Carlos Alberto Sousa, António Soares da Costa e Miguel da Cruz Rato.

Moscavide foi elevada a vila a 3 de Abril de 1964 pelo decreto n.º 45637.

Situada nos subúrbios da capital, Moscavide veio a desenvolver-se como dormitório desta, constituindo apesar de tudo, uma das melhores estruturas urbanas periféricas de Lisboa.

Moscavide conheceu 2 fases distintas de crescimento, nomeadamente a primitiva, no século XVIII com a fundação da Quinta do Cabeço e do seu Parque Ajardinado, e a secundária em meados do século XX que deu origem ao núcleo urbano de Moscavide e à Urbanização da Portela.

Do seu antigo núcleo urbano, apesar de muito pouco, ainda se conservam alguns imóveis com interesse patrimonial, dos quais se destacam a Vivenda Mouzinho e a Igreja de Santo António (único espécime com preocupação artística que o urbanismo modernista ali criou).

Fora do perímetro urbano, a Quinta do Cabeço com a sua capela bem integrada numa casa apalaçada em estilo Joanino de bom desenho e magníficos jardins paisagísticos concebidos à maneira dos jardins franceses do séc. XVIII, a Quinta do Candeeiro com a pequena mas muito interessante capela constituem o património histórico artístico da freguesia, que se encontram em satisfatório estado de conservação.

A vila de Moscavide devido ao facto de se encontrar entre as Quintas da Vitória, a Quinta do Cabeço, o Seminário dos Olivais, o Rio Tejo e a cidade de Lisboa, não conseguiu ocupar um território que correspondesse a esse crescimento.

O resultado desta situação foi o de Moscavide ter pouco mais de 1 Km2 ocupada por mais de 20 mil habitantes, fazendo dela a freguesia que regista a maior densidade populacional do concelho de Loures.

A freguesia de Moscavide a partir das décadas de 40 e 50 recebeu muitos milhares de migrantes vindos principalmente do Alentejo e das Beiras que procuravam uma vida melhor. A instalação de indústrias como a INDEP e a Petrogal foram as responsáveis pela fixação destes migrantes na vila. A premência em dar resposta às necessidades habitacionais dos migrantes traduziu-se na especulação imobiliária, levando a que qualquer espaço vago desse lugar a um prédio. A consequência desses actos fez com que os espaços amplos de outrora passassem a ruas estreitas, sem lugar para zonas verdes, resistindo somente o Jardim de Moscavide.

Não obstante a ruralidade que a caracterizava nas primeiras décadas do século, Moscavide acabou por se tornar num exemplo de mau planeamento urbanístico feito no passado e cujos reflexos se fazem sentir de há muito.

As pessoas mais antigas ainda têm a aspiração do retorno às origens, quando o rio Tejo chegava até onde era o matadouro dos Olivais, no limite da freguesia, onde havia até mesmo uma praia, iam para lá a banhos, faziam piqueniques. Estas pessoas guardam uma grande nostalgia por esses tempos, pelo desfrute que então se fazia de toda a zona ribeirinha.

Após a instalação do depósito de Beirolas (nos anos 40) essa frente de rio foi sonegada ao território da freguesia, pelo simples facto do exército constatar que as chamadas telefónicas dentro de Lisboa eram mais baratas do que de Moscavide para Lisboa, pelo que o Secretário de Estado de então, fez um despacho integrando o quartel de Beirolas na freguesia dos Olivais, para poupar nas chamadas.

Com a Expo'98 Moscavide voltou a ter zonas amplas, reconciliando-se com o Rio Tejo.


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