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TEMA: SEGURANÇA

Portugal, é segundo os dados do relatório anual do Global Peace Index de junho último, o 3º país mais seguro do Mundo, sendo inclusivamente o mais seguro da União Europeia. Estes resultados, obtidos segundo critérios definidos pela entidade responsável pelo relatório e que servem como indicador do nível de segurança dos países, é reconhecido globalmente como um dos mais relevantes estudos em matéria de segurança.

Portugal atingiu o 3º em 2019, mantendo-se na mesma posição no relatório de 2020 quando em 2014 eramos o 18º país mais seguro do Mundo. Hoje, apenas a Nova Zelândia e a Islândia estão acima de nós.

É caso para dizer que estamos no bom caminho.

Porém, é hoje cada vez mais importante que para além dos dados reais da segurança, designadamente o registo de crimes ou atividades criminais, se valorize a perceção do risco como um eixo fundamental na qualidade de vida dos cidadãos.

A perceção do risco pode condicionar a vida das pessoas, pode acentuar vulnerabilidades e desequilíbrios sociais. Uma errada perceção do risco pode ser um fator desestabilizador de um território e deve merecer por parte das autoridades – autarquias incluídas – uma atenção muito especial porque uma comunidade com medo, tende a viver pior.

Um recente acontecimento em Moscavide é um exemplo de como convivemos com a segurança e como temos a obrigação de criar condições para uma discussão informada. O risco de valorizar um acontecimento grave mas isolado é tão grave quanto a desvalorização inconsciente do pequeno ilícito. Ambos contribuem para uma má informação das pessoas e dessa forma uma má formação de opinião e falhas de adequação nos seus comportamentos.

A Junta de Freguesia de Moscavide e Portela trabalha diariamente no sentido de que a segurança de pessoas e bens seja um valor fundamental do território e da comunidade. Partir do geral para o concreto é garantir que os cidadãos possam sentir segurança, tenham uma correta perceção do risco e acima de tudo confiem nas instituições que lhes garantam elevados níveis de tranquilidade sem reduzir os seus direitos e liberdades.

Neste sentido é relevante reconhecer que o nível de segurança é volátil em função da opinião que as pessoas formam através do conhecimento e da informação. Hoje, com as redes sociais a informação – campo muitas vezes usado para a desinformação – deve merecer uma atenção especial por parte dos poderes públicos contribuindo para um quadro de credibilidade. A Junta de Freguesia esforça-se por diariamente dar aos seus cidadãos e a todos quantos têm um acesso aos canais institucionais da Junta de Freguesia, toda a informação que permita às pessoas uma opinião consciente.

A existência de grupos organizados que, através das redes sociais, divulgam informações claramente erradas, com o propósito de gerar uma ideia de insegurança que contribua para uma errada perceção do risco e cujas motivações são, na esmagadora maioria das vezes, manipular a opinião pública em determinado sentido, são também um fator de insegurança que não deve ser esquecido.

Dar mais informação e melhor informação às pessoas é uma forma de garantir segurança.

Em paralelo importa criar as condições para que os cidadãos se sintam de facto seguros. Nesta matéria temos vindo a apostar na necessidade do policiamento de proximidade como fator de prevenção da criminalidade. A exigência de mais e melhores meios para a PSP é uma luta constante da Junta de Freguesia de Moscavide e Portela que vê na polícia um ativo fundamental para a segurança.

A colaboração permanente com as autoridades policiais seja através de canais diretos de diálogo, seja através da disponibilização de veículos para as atividades de policiamento, estão – reconhecemos – para lá das nossas funções e competências, mas inserem-se no esforço que realizamos em função de um bem maior: a Segurança.

Exigir mais.

A exigência também se aplica a nós, Junta. Temos criado serviços de proximidade que permitem que as pessoas mais vulneráveis possam ter acesso a bens e serviços de forma cómoda, simples e tranquila, contribuindo assim para uma maior estabilidade dos cidadãos. Mas também temos reforçado os meios de controlo da iluminação pública, exigindo às entidades competentes – Câmara Municipal de Loures e EDP – um serviço cada vez mais adequado às exigências de uma vivência urbana em que a iluminação pública desempenha um papel essencial.

Cultivar a exigência, para com outros, mas também para connosco mesmos, é um caminho e um compromisso que assumimos para com um dos bens públicos de maior significado e uma das circunstâncias que mais valor gera para um território: a Segurança.

Sem embarcar em discursos de pânico ou medo, temos estado atentos, diligentes, ativos e continuaremos a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que os níveis de segurança nesta freguesia sejam os melhores, à semelhança dos registados por Portugal no relatório de que vos falei no início desta nossa conversa de “Olhos nos Olhos”.

Quero continuar a contribuir para que a nossa comunidade se sinta segura e livre, capaz de avaliar cada situação em função da informação credível que possui e acima de tudo confiar nas suas instituições para assegurar as condições e qualidade de vida que merece, a Segurança a que todos temos direito e a Liberdade que todos amamos.

Ricardo Lima

Vamos Juntos. Primeiro as Pessoas!